quinta-feira, 6 de outubro de 2022

Quando a terra abraçar o mar

                                                                                   

                                                                           a Daniel Faria

Quando a terra abraçar o mar,

Serei eu próprio a ave de rapina, 

Serei eu próprio fruto proibido mas tão apetecido;

E puxarei alegrias acima de melancolias,   

E puxarei tanto quanto mais houver o sol.

E se a terra abraçar o mar,

Serei eu próprio o cerne do mundo.


Haverá noite daqui a três horas,

Os senhores andarão no terreiro do paço, 

E nesse embaraço ficarão na imensidão da vida. 

Há quem seja uma pequena porção de terra! 

Eu serei apenas o vulto dos montes.


Oh, sereníssima virtude de sétimas noites,

Serei tua quando a manhã cair sobre a noite,

Serei tua quando os filhos ressurgirem das montanhas,

Serei tua quando a terra abraçar o mar.


Lê-se em Com passos

  

 




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