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A mostrar mensagens de agosto, 2023

O remédio para as insónias

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Quando tens uma insónia levanta-te da cama pega num bloco e numa caneta ou noutra ferramenta de escrita e regista um poema. Caso não te apeteça levantar da cama guarda-o na memória e regista-o no dia seguinte.      

Pensamento do dia

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Observo as gaivotas que voam por cima do mar e pergunto-me: - Para onde será que elas vão?

Informação

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 Depois de umas férias estou de regresso ao trabalho. Entenda-se por trabalho a prática da escrita e a divulgação da literatura e da cultura portuguesa.

Pensamento do dia

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 O Vento que sopra na Terra atenua a saudade dos momentos antigos, trazendo  consigo pequenos momentos de felicidade. 💓 😘  

Poema de Camões

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 Hoje fiquem com este poema viva Camões “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, Muda-se o ser, muda-se a confiança; Todo o mundo é composto de mudança, Tomando sempre novas qualidades. Continuamente vemos novidades, Diferentes em tudo da esperança; Do mal ficam as mágoas na lembrança, E do bem, se algum houve, as saudades. O tempo cobre o chão de verde manto, Que já coberto foi de neve fria, E em mim converte em choro o doce canto. E, afora este mudar-se cada dia, Outra mudança faz de mor espanto: Que não se muda já como soía.”

O neopaganismo e a crença no destino em Ricardo Reis

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 Hoje partilho mais um pequeno texto sobre Pessoa na pele de Ricardo Reis, escrevi-o quando estava no secundário. A próxima versão será mais complexa.       Ricardo Reis é o poeta pagão, da serenidade epicurista, que aceita, a relatividade e a fugacidade de todas as coisas. Na verdade, em “Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio” e em “Prefiro rosas, meu Amor, à pátria” é possível observar que o discípulo de Caeiro aceita a antiga crença nos deuses enquanto disciplinadora das nossas emoções e sentimentos, mas defende, sobretudo, a busca de uma felicidade relativa alcançada pela indiferença à perturbação. Do mesmo modo, em grande parte devido ao seu paganismo, o poeta aceita o destino com naturalidade, considerando que os deuses estão acima do homem por uma questão de grau, mas que acima dos deuses, no sistema pagão, apenas se encontra o Fado, que tudo submete. Em suma, acreditando na liberdade concedida pelos deuses, Ricardo Reis procura alcançar a q...

Álvaro de Campos e o futurismo sensacionista.

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  Hoje partilho um pequeno texto sobre Pessoa na pele de Campos, escrevi-o quando estava no secundário e pensava que sabia muito sobre Pessoa, agora acho que sabia tão pouco. A próxima versão será mais complexa.          Uma das temáticas de Álvaro de Campos, heterónimo de Fernando Pessoa, é a do futurismo sensacionista.      De facto, nesta composição poética, o “eu” enunciador transita da fase decadentista para a fase futurista, nela o sujeito poético celebra o triunfo da máquina, da energia mecânica e da civilização moderna\ industrial falo de uma forma excessiva e conturbada. “Ah, poder exprimir-me todo como um motor se exprime!/Ser completo como uma máquina!” – Poema: “Ode Triunfal”        Na verdade, para o “eu” lírico, a realidade é traduzida de forma hiperbólica pois, para o mesmo “Sentir tudo de todas as maneiras”, como refere no poema: “A Melhor Maneira de Viajar é Sentir “, é fundamental.    ...